sábado, 5 de fevereiro de 2011

A capacidade de fazer sonhar


Hoje consegui ver a mais nova animação da Pixar: Toy story 3, e posso afirmar a vocês que não existe hoje estúdio mais apaixonado em “fazer cinema” como eles. O post de hoje e pra descontrair, tentar despertar o lúdico em cada um dos que lerem.

A Pixar Animation Studios é uma empresa de animação por computação gráfica, que na sua gênese era um braço da companhia cinematográfica do badalado diretor George Lucas, a Lucasfilm, no começo ela se chamava Graphics Group mudando logo depois para Pixar, seu “estouro” veio quando firmou parceria com os estúdios Walt Disney.

A paixão com que eles criam suas películas, a dedicação, a entrega, é algo fenomenal, e esses sentimentos são passados através de seus filmes, aqui, a computação gráfica e mera coadjuvante para um espetáculo de idéias que vão desde, a preservação do meio ambiente, até, a passagem da infância e adolescência para a vida adulta, nesse ponto Toy Story já se tornou um clássico. A historia gira em torno de um grupo de brinquedos que sem explicação nenhuma adquirem vida, e pelos olhos desses brinquedos vemos o crescimento de uma criança, que culmina no terceiro e, até agora, ultimo capitulo da franquia, que na humilde opinião desse seu amigo que vos escreve, é um dos melhores filmes do ano, não só pela beleza estilística, mas também pela forma de se contar a historia, a ultima cena traz uma dramaticidade tão grande que é quase impossível para as pessoas, com sangue nas veias pelo menos, não deixar escapar uma ou duas lagrimas. O filme em si nos mostra o quanto é importante termos uma infância, o quanto faz bem para o aprendizado e amadurecimento da criança ter seus momentos com seus brinquedos, amar e ser amada por eles, além de que, vermos e sentirmos isso tudo do ponto de vista dos brinquedos é sensacional.

Outros filmes interessantíssimos da irretocável carreira do estúdio que podemos destacar, de minha preferência, são Wall-e e UP, o primeiro nos trás a questão do meio ambiente e o desastre que pode causar o descaso e a falta de preocupação para com ele além de mostrar o personagem titulo, um robô que ensina seres humanos a serem humanos! O segundo já parte um pouco para a seara do subjetivismo dialogando com a idéia de que um passado mal resolvido, mesmo que tal passado tenha sido extremamente recompensador, pode nos assombrar por muitos anos, idéia representada no personagem Carl Fredericksen, e como bastam atos de pura inocência, a mais pura bondade pra abrir nossos olhos antes vendados por esses “fantasmas do passado”, no filme isto se mostra no pequenino Russel.

O fato é que no mundo em que vivemos precisamos de filmes como esses, para nos lembrar o quanto o ser humano pode ser bom, da nossa capacidade infinita de fazer o bem, e para aqueles que acham que são filmes para crianças deixo as palavras de David A. Price extraídas do livro The pixar Touch: "são personagens com apelo às crianças, mas que têm problemas adultos”.

Resolvi colocar uma lista dos filmes já lançados pelo estúdio para quem quiser apreciá-los, em algum momento:

§ 1995 - Toy Story

§ 1998 - Vida de Inseto

§ 1999 - Toy Story 2

§ 2001 - Monstros S.A.

§ 2003 - Procurando Nemo

§ 2004 - Os Incríveis

§ 2006 - Carros

§ 2007 - Ratatouille

§ 2008 - Wall-E

§ 2009 - UP

§ 2010 - Toy Story 3

Um comentário:

  1. Particularmente, sempre gostei de brinquedos, sobretudo de bonecos, lego e dinossauros de plástico, fato esse que desanimava meu pai, que sempre quis me dar uma bicicleta de presente (mas eu insistia nos bonecos!).

    A vida passa tão rápido, mas não podemos esquecer que sempre existiu o ontem-hoje-amanhã, e sempre vai existir, pelo menos enquanto estivermos vivos. Aquele antigo e clássico (e imortal) brocardo de origem latina, o "Carpe Diem", explica bem uma maneira bastante importante de se ver a vida, logo, de aproveitá-la. É o que devemos fazer, encarar cada dia como único, como especial. Momento este que devemos fazer tudo que devemos, de fato, fazer.

    Sinta-se vivo.

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