
Hoje consegui ver a mais nova animação da Pixar: Toy story 3, e posso afirmar a vocês que não existe hoje estúdio mais apaixonado em “fazer cinema” como eles. O post de hoje e pra descontrair, tentar despertar o lúdico em cada um dos que lerem.
A Pixar Animation Studios é uma empresa de animação por computação gráfica, que na sua gênese era um braço da companhia cinematográfica do badalado diretor George Lucas, a Lucasfilm, no começo ela se chamava Graphics Group mudando logo depois para Pixar, seu “estouro” veio quando firmou parceria com os estúdios Walt Disney.
A paixão com que eles criam suas películas, a dedicação, a entrega, é algo fenomenal, e esses sentimentos são passados através de seus filmes, aqui, a computação gráfica e mera coadjuvante para um espetáculo de idéias que vão desde, a preservação do meio ambiente, até, a passagem da infância e adolescência para a vida adulta, nesse ponto Toy Story já se tornou um clássico. A historia gira em torno de um grupo de brinquedos que sem explicação nenhuma adquirem vida, e pelos olhos desses brinquedos vemos o crescimento de uma criança, que culmina no terceiro e, até agora, ultimo capitulo da franquia, que na humilde opinião desse seu amigo que vos escreve, é um dos melhores filmes do ano, não só pela beleza estilística, mas também pela forma de se contar a historia, a ultima cena traz uma dramaticidade tão grande que é quase impossível para as pessoas, com sangue nas veias pelo menos, não deixar escapar uma ou duas lagrimas. O filme em si nos mostra o quanto é importante termos uma infância, o quanto faz bem para o aprendizado e amadurecimento da criança ter seus momentos com seus brinquedos, amar e ser amada por eles, além de que, vermos e sentirmos isso tudo do ponto de vista dos brinquedos é sensacional.
Outros filmes interessantíssimos da irretocável carreira do estúdio que podemos destacar, de minha preferência, são Wall-e e UP, o primeiro nos trás a questão do meio ambiente e o desastre que pode causar o descaso e a falta de preocupação para com ele além de mostrar o personagem titulo, um robô que ensina seres humanos a serem humanos! O segundo já parte um pouco para a seara do subjetivismo dialogando com a idéia de que um passado mal resolvido, mesmo que tal passado tenha sido extremamente recompensador, pode nos assombrar por muitos anos, idéia representada no personagem Carl Fredericksen, e como bastam atos de pura inocência, a mais pura bondade pra abrir nossos olhos antes vendados por esses “fantasmas do passado”, no filme isto se mostra no pequenino Russel.
O fato é que no mundo em que vivemos precisamos de filmes como esses, para nos lembrar o quanto o ser humano pode ser bom, da nossa capacidade infinita de fazer o bem, e para aqueles que acham que são filmes para crianças deixo as palavras de David A. Price extraídas do livro The pixar Touch: "são personagens com apelo às crianças, mas que têm problemas adultos”.
Resolvi colocar uma lista dos filmes já lançados pelo estúdio para quem quiser apreciá-los, em algum momento:
§ 1998 - Vida de Inseto
§ 1999 - Toy Story 2
§ 2001 - Monstros S.A.
§ 2003 - Procurando Nemo
§ 2004 - Os Incríveis
§ 2007 - Ratatouille
§ 2010 - Toy Story 3
Particularmente, sempre gostei de brinquedos, sobretudo de bonecos, lego e dinossauros de plástico, fato esse que desanimava meu pai, que sempre quis me dar uma bicicleta de presente (mas eu insistia nos bonecos!).
ResponderExcluirA vida passa tão rápido, mas não podemos esquecer que sempre existiu o ontem-hoje-amanhã, e sempre vai existir, pelo menos enquanto estivermos vivos. Aquele antigo e clássico (e imortal) brocardo de origem latina, o "Carpe Diem", explica bem uma maneira bastante importante de se ver a vida, logo, de aproveitá-la. É o que devemos fazer, encarar cada dia como único, como especial. Momento este que devemos fazer tudo que devemos, de fato, fazer.
Sinta-se vivo.