quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Razão X Emoção


Esse não é um post dos mais originais, mas eu estava lendo uns artigos sobre psicologia na internet e me deparei com esse tema, achei interessante e resolvi divagar um pouco sobre ele

Eis o embate, podemos dar vários nomes aos bois, porém prefiro colocar apenas a essência do conflito.

Desde os primórdios o ser humano se vê no meio de um duelo gigantesco, somos bombardeados a todo o momento com decisões que temos que tomar, e é nesse momento que essa luta se intensifica, pois devemos escolher qual das duas palavrinhas acima seguir e depois torcer para que tenha sido a escolha certa. A pergunta é: como saber qual escolher?

A resposta: não sabemos, pois não existe resposta, pois uma não vive sem a outra, há decisões racionais impregnadas de emoção e decisões emocionais impregnadas de razão a diferença se baseia no ponto de vista tomado, para exemplificar: imagine um casal com muitos anos de estrada, com o passar dos anos a relação se desgasta e os dois brigam muito chegando ao ponto da agressão física e ela decide ir embora. Eis uma decisão que poderíamos chamar de razão, pois ninguém em sã consciência ficaria com alguém que lhe maltrata, porém tal escolha possui também uma carga emocional muito grande. Por trás dessas “cortinas racionais” se misturam tristeza, felicidade, saudade, nostalgia entre outros sentimentos que fazem com que queiramos chorar, gritar etc.

Ou seja, esse duelo não é no sentido de que devemos escolher um ou outro, e sim no sentido de que devemos saber dosar a quantidade certa em nossas decisões, fazer com que elas caminhem juntas, um equilíbrio frágil para uns forte para outros.

3 comentários:

  1. Victor,

    Como retromencionado por ti, esta temática envolvendo a dialética entre razão e emoção não é um tema muito "original", no entanto, não podemos desconsiderar que, por mais que seja uma questão proposta diuturnamente, não deixa de ser menos capciosa. Pelo contrário, é uma das mais! Chegando a ser considerada, na linguagem filosófica, uma verdadeira aporia.

    Lembro que quando comecei a escrever na blogosfera, esse tema fora um dos propostos inicialmente que resolvi me arriscar, quer dizer, o título do meu blog já explicita esse dualismo inerente à condição humana.

    Pois bem, acredito que esse tema por mais debatido que seja, não é digno de obsolescência. Pelo contrário, é notável e não vai se tornar repetitivo tão cedo. Pessoalmente, tento guiar minhas metas e objetivos materiais de vida seguindo uma linha tênue racional, e esta mesma razão está envolta ao tratamento que sempre procuro dar às pessoas. Por mais que sejamos seres passíveis de emoção, sempre devemos tratar os homens segundo a sua condição racional, pois isso é a sua característica virtuosa que o torna diferente dos demais animais, como bem prelecionava o imortal Aristóteles.

    Vamos instaurar o diálogo...

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  2. concordo com você no sentido de que o tema está longe de se tornar tedioso, e acredito que tal como ele é concebido, o embate, se torna o gerador de um longo debate, minhas considerações a respeito do assunto já são conhecidas por você, pois elas se mostram na explanação do post.

    portanto, "vamos instaurar o diálogo" ^^

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  3. Uma vez dito, instauremos-lo.
    Farei algumas indagações (que tem como público passivo todos que lerem e, não apenas o proprietário do blog):

    I. Qual a importância de se instaurar, digo no meio social, discursos pautados na racionalidade? Quer dizer, será que as metas e normas programáticas da sociedade devem ser maculadas pela emoção (pelo menos pendendo à ela)?
    II. Qual é o real papel do cientista social, na sociologia, no momento em que ao analisar os fatos sociais (ou "tipos sociais") está, inevitavelmente, contribuindo para a análise não somente fatores externos à ele (como a história, os discursos políticos, a conjuntura social da época de análise, etc) mas também internos (suas próprias convicções sobre o mundo)? São discursos de valor? Aonde fica a sua análise?

    Por enquanto, veremos as respostas.

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